segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vi algas agora mesmo,
Primitivas e ondulantes,
No pesadelo irado do concreto.
Senti-as... mesmo agora, no pêlo eriçado
Por prazeres do não-senso;
Toques líquidos, amores pretensos.
Salgada na boca de seda

Vem a onda. Agora! Vem!

Feromona quimiotática
Atrai-me ao suspiro,
Soberano e bravio,
Como quem nem folgo tem
Para soprar o lento mar.

Charneca de Caparica, 2005

3 comentários:

  1. Lago
    Lindissimo poema. Belas palavras .

    Beijinhos
    Sonhadora

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  2. lindo!!! como sempre adoro as tuas palavras

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