quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fim

Na paisagem serena do fim
Um vento quente me envolve
Com aromas de nostalgias
E o sentir que se dissolve.

No pó do que outrora
Foi montanha sobranceira
Por Lavoisier e “Tao“
Consumida por inteira
Em erosão de mentiras
E traições, que neste ver
Se nivelam em brincadeira.

Agora a luz de anã
Nada aquece, mas ainda
Brilha, como eterna
Flama fria, que
Só se extinguirá
Cumprindo sua sina
Que a ceifeira levará.

E foi em ti que descobri
O que é sentir Amor
Sem literatura
Sem cobrança
Sem mesura a trinar
Sem esperança a alcançar.

12 comentários:

  1. sentiste o que é sentir amor e desamor...e que essa vivência te traga a serenidade de quem amadurece nos 'sentires' da vida...pk um Lago se quer sereno ;)

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  2. gostei mt desta 1ª estrofe, tem um quê de positivo e envolvente, de comunhão com a natureza que sopra a ténue brisa da serenidade em ti

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  3. Lago Mudo
    Poema muito belo
    sentires profundos...adorei
    Um beijo
    Sonhadora

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  4. Um sentir muito profundo do amor, amor esse que nos toma por inteiro, nos alimenta, mas também consegue consumir-nos, dilacerar-nos deixando marcas indeléveis, feridas que demoram a cicatrizar e, que deixam sempre uma marca daquele sentir já sentido que não se deixa de sentir...

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  7. Este é o epílogo da Tempestade, voltando a serenidade ao Lago... Estes foram os meus poemas mais recentes, sendo que agora voltarei aos mais antigos, e, talvez, se a musa inspiradora me visitar, de vez em quando polvilhado com um mais contemporâneo. Muito obrigado por estes comentários, e por outros que ainda possam surgir.

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  8. Olá, vim retribuir sua visita às minhas releituras e a bela releitura feita. Suas palavras têm muita verdade e sensatez.Sigo seus passos. Bjs

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  9. Um final mui próprio... sereno e sentido... os meus mais sinceros cumprimentos

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  10. Estou a recuperar da tempestade... mas vou voltar em breve gerar ondinhas na superfície.

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  11. um fim muito singelo, sublime porem simples, continuarás a percorrer o caminho da vida?

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